segunda-feira, novembro 14, 2011

Carta

Já não consigo entender mais tanto assim o universo da escrita. Tenho em mim, um universo de amores, desamores, amizades, e tantas outras coisas. Tento expressar isso, meus inúmeros pensamentos, sentimentos resumidos em palavras. Em cartas manchadas de sonhos. Manchadas de ilusão. E quem sabe até, manchadas com um certo ódio. Nessa carta, eu tento explicar o que o mundo não consegue ver, as pessoas não conseguem sentir, e nem conseguem entender. São pequenos rascunhos de explicação. Pequenos rascunhos de sentimentos. Eu queria realmente que você entendesse o que eu falo em meus textos. Em minhas palavras. Em minhas cartas manchadas.

Mas, na verdade, eu acho que você nunca vai sentir, o que eu estou sentindo enquanto escrevo essa carta. Ou quem sabe, irá entender, porque talvez você escreva que nem eu. Meio confuso, meio torto, palavras desnorteadas, e um pouco de loucura talvez. Nas minhas cartas, eu procuro mostrar liberdade, procuro mostrar dor. E procuro mostrar silêncio. Cartas essas que nunca serão reveladas. Na verdade mesmo, nas minhas cartas eu procuro escrever, colocar dentro dela, o que eu sinto, o que eu senti, e o que eu vou sentir um dia. Talvez, no futuro, eu irei pegar uma dessas cartas, e irei rir. Ou talvez chorar, pelos momentos. Poderá ser de saudade, de um tempo que passou e que não voltará mais. Ou nostalgia, sentirei saudade e irei querer sentir novamente esse momento.

Sabe, uma vez me perguntaram, se eu tenho medo da verdade. E eu respondo: Não, eu não tenho medo da verdade. Só tenho medo do que ela pode causar. Muitas vezes a verdade só te traz dor, tristeza. Mas eu não estou dizendo, que a mentira vale a pena, porque ela também causa isso. Eu só digo, que muitas vezes, teremos que mentir. Só para não nos fazermos sofrer mais ainda. Mas isso já é comum não é? Mentir. Eu não sei porque estou falando isso em minha carta, acho que senti meio que a necessidade de explicar isso. Explicar também não é fácil para quem escreve. E para quem lê, mais ainda. Eu me sinto meio monótoma, meio estranha, meio confusa. Tudo meio. Não sou inteira ainda. Como eu falei, ainda. Me sinto faltando algo. Não sei se é alguma pessoa, aquela tal chamada “cara metade” ou “metade da laranja”, isso não sei. Mas eu só sei uma coisa, eu vou fazer valer essa carta. Eu vou decorar, encher de coisas boas. Você não sabe qual carta eu falo? Bem, é a minha vida

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