domingo, fevereiro 13, 2011

Sofrendo por antecipação

Quando eu era criança, queria crescer logo.
Queria virar adulta pra ter minhas próprias coisas, minha própria casa, meu próprio trabalho, ser igual a mamãe, porque ela podia fazer tudo o que queria e não tinha que obedecer ninguém.
Porque ser criança era muito chato, você nem podia passar o dia todo brincando e você tinha que obedecer seus pais e se comportar.
E não podia fazer um monte de coisas porque era muito nova. Ser adulta era tão mais legal.

Lembro que não havia nada que me irritasse mais do que quando diziam: “Quando você tiver a minha idade vai querer voltar pra infância”, eu emburrava a cara e respondia da maneira mais grosseira que conseguia: “Não vou não, você vai ver”.

Não posso dizer que cresci. Não em todos os sentidos, ao menos. Posso continuar com um metro e sessenta e quatro pro resto da vida, mas com certeza não sou independente, tenho que obedecer ordens (e isso nunca vai mudar, na verdade), moro com meus pais e irmãos e ainda não acabei a escola.
Mas eu mudei. E mudar faz parte de crescer, não é? E eu queria crescer.

Agora entendo o que queriam me dizer. Porque ser adulta é ter responsabilidades. Ter que se preocupar com faculdade, trabalho, contas e uma série de outras coisas.
É ter que arcar com as conseqüências dos seus atos, ter obrigações e ter que decidir o que fazer com a própria vida.

E não sei o que fazer com a minha vida ou com meu futuro. Mesmo que ainda tenha alguns messes pra pensar nisso. O que nem é tanto tempo assim se você for parar pra analisar. O tempo passa voando. E eu vou ficando mais velha.

Tudo que consigo pensar é que quero continuar nessa idade pro resto da vida, continuar indo pra escola e reclamando das questões difíceis de matemática, continuar tendo minhas tardes livres pra dormir ou assistir filmes e não ter que me preocupar com nada mais nada.  


Porque crescer é assustador.

terça-feira, fevereiro 01, 2011

I Can..

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Eu posso:

- Ser muito carinhosa ou muito grossa, dependendo de você.

- Ser muito paciente e me irritar com facilidade.

- Amar uma coisa e mesmo assim não querer.

- Lutar por qualquer coisa e de uma hora para outra achar que não merece o meu esforço.

- Me apaixonar da primeira vez que vejo alguém como também posso não gostar sem motivo.

- Amar minha vida e de uma hora para outra perguntar: "Por que eu vivo?"

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- Amar preto e escolher o branco.

- Achar errado e amanhã fazer a mesma coisa.

- Ser compreensiva e ao mesmo tempo teimosa.

- Achar que sei tudo sabendo que não sei nada.

- Saber que não posso e mesmo assim fazer.

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 Jogar tudo para o alto e começar tudo de novo por nada. \O/