Carrego a dor sob o peito, e a escuridão sob os olhos.
Essa escuridão cega-me. Essa dor sufoca-me. E eu, estou perdida.
Sendo levada pela correnteza, e suplicando ajuda por meras palavras.
Bebendo um café todas as manhãs, e sorrindo pelas tardes.
Afastando o mundo dos meus ouvidos, e felicidade das minhas palavras.
Retirando força da rocha mais funda, e recebendo mais fraqueza do que já imaginara.
Sendo um vidro estraçalhado, um alguém nunca encontrado.
Estou cega. Perdida. Desaparecida. E ninguém irá achar-me.
Ou melhor, ninguém ao menos tentará.
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