sexta-feira, novembro 25, 2011

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Carrego a dor sob o peito, e a escuridão sob os olhos.

Essa escuridão cega-me. Essa dor sufoca-me. E eu, estou perdida.

Sendo levada pela correnteza, e suplicando ajuda por meras palavras.
Bebendo um café todas as manhãs, e sorrindo pelas tardes.

Afastando o mundo dos meus ouvidos, e felicidade das minhas palavras.
Retirando força da rocha mais funda, e recebendo mais fraqueza do que já imaginara.

Sendo um vidro estraçalhado, um alguém nunca encontrado.

Estou cega. Perdida. Desaparecida. E ninguém irá achar-me. 

Ou melhor, ninguém ao menos tentará.

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