Quando eu era criança, queria crescer logo.
Queria virar adulta pra ter minhas próprias coisas, minha própria casa, meu próprio trabalho, ser igual a mamãe, porque ela podia fazer tudo o que queria e não tinha que obedecer ninguém.
Porque ser criança era muito chato, você nem podia passar o dia todo brincando e você tinha que obedecer seus pais e se comportar.
E não podia fazer um monte de coisas porque era muito nova. Ser adulta era tão mais legal.
Lembro que não havia nada que me irritasse mais do que quando diziam: “Quando você tiver a minha idade vai querer voltar pra infância”, eu emburrava a cara e respondia da maneira mais grosseira que conseguia: “Não vou não, você vai ver”.
Não posso dizer que cresci. Não em todos os sentidos, ao menos. Posso continuar com um metro e sessenta e quatro pro resto da vida, mas com certeza não sou independente, tenho que obedecer ordens (e isso nunca vai mudar, na verdade), moro com meus pais e irmãos e ainda não acabei a escola.
Lembro que não havia nada que me irritasse mais do que quando diziam: “Quando você tiver a minha idade vai querer voltar pra infância”, eu emburrava a cara e respondia da maneira mais grosseira que conseguia: “Não vou não, você vai ver”.
Não posso dizer que cresci. Não em todos os sentidos, ao menos. Posso continuar com um metro e sessenta e quatro pro resto da vida, mas com certeza não sou independente, tenho que obedecer ordens (e isso nunca vai mudar, na verdade), moro com meus pais e irmãos e ainda não acabei a escola.
Mas eu mudei. E mudar faz parte de crescer, não é? E eu queria crescer.
Agora entendo o que queriam me dizer. Porque ser adulta é ter responsabilidades. Ter que se preocupar com faculdade, trabalho, contas e uma série de outras coisas.
Agora entendo o que queriam me dizer. Porque ser adulta é ter responsabilidades. Ter que se preocupar com faculdade, trabalho, contas e uma série de outras coisas.
É ter que arcar com as conseqüências dos seus atos, ter obrigações e ter que decidir o que fazer com a própria vida.
E não sei o que fazer com a minha vida ou com meu futuro. Mesmo que ainda tenha alguns messes pra pensar nisso. O que nem é tanto tempo assim se você for parar pra analisar. O tempo passa voando. E eu vou ficando mais velha.
Tudo que consigo pensar é que quero continuar nessa idade pro resto da vida, continuar indo pra escola e reclamando das questões difíceis de matemática, continuar tendo minhas tardes livres pra dormir ou assistir filmes e não ter que me preocupar com nada mais nada.
E não sei o que fazer com a minha vida ou com meu futuro. Mesmo que ainda tenha alguns messes pra pensar nisso. O que nem é tanto tempo assim se você for parar pra analisar. O tempo passa voando. E eu vou ficando mais velha.
Tudo que consigo pensar é que quero continuar nessa idade pro resto da vida, continuar indo pra escola e reclamando das questões difíceis de matemática, continuar tendo minhas tardes livres pra dormir ou assistir filmes e não ter que me preocupar com nada mais nada.
Porque crescer é assustador.
2 comentários:
É...o quanto eu não daria pra voltar no tempo...
Só quando agente crece é que percebe o quanto era bom ser criança....T.T
Adorei o seu post, porque me sinto exatamente da mesma forma. Só que a diferença é que falta menos de um mês pra ter dezoito. Não que dezoito seja ser adulta, mas já acarreta em dizer que muitas responsabilidades estão por vir, a independência que é desejada e assutadora ao mesmo tempo. Crescer é assustador, mas é inevitável.
Eu gostei do seu blog e virei passar aqui mais vezes :3
PS: Please, você não acha que 1.67 é pouco né? Meus 1.62 se sentiram bem deprimidos.
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